sexta-feira, 11 de março de 2011

The Velvet Underground

Formada em 1964, essa banda teve seu reconhecimento muito após seu fim, em 1971, ano em que Lou Reed deixou a banda. A banda ainda tentou a sobrevivência por mais dois anos, mas ficou bem claro que Reed era quem os sustentava artistica e poéticamente, tanto que ele é reverernciado até hoje . Com temas como drogas e prostituição nas suas letras e uma sonoridade experimental de pouco apelo comercial para a época, The Velvet Undergrond estava na vanguarda dos 60 e hoje é unanimidade na crítica musical.

Em 1993, depois de 22 anos sem subirem juntos ao palco (John Cale um pouco mais já que saiu em 1968), temos novamente algumas apresentações do VU que geraram um ótimo CD duplo Live MCMXCIII (1993) gravado em Paris. E para minha surpresa (achei que já tinha tudo de Velvet) esta turnê européia de 93 ficou registrada também em um bootleg gravado na Dinamarca em 02 de julho de 1993.



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The Velvet Underground  Ossi Park-(Live 1993)-(Bootleg)-1994-UBE


sábado, 5 de março de 2011

Ismael Silva

Uma discussão travada numa das salas da Sociedade Brasileira de Autores, em fins da década de 60, colocou a seguinte pergunta à Donga e Ismael Silva. Qual o verdadeiro samba?

Donga diz:

_Ué. Samba é isso, há muito tempo:
“O chefe da polícia pelo telefone mandou me avisar, que na Carioca tem uma roleta para se jogar...”

Ismael retruca:
_Isso é maxixe.

_Então o que é samba?

E Ismael cantarola:
"Se você jurar que me tem amor, eu posso me regenerar..."

Então Donga completa:
_Isso não é samba, é marcha!

De acordo com a Biblioteca Nacional, o primeiro samba registrado no país foi “Pelo Telefone”, de Donga, em 1916. A discussão acima entre os grandes sambistas refere-se a forma do samba. Entre 1917 e 1927, o samba era feito nos “ranchos”, casas como a da Tia Ciata, principalmente em rodas que privilegiavam o Partido Alto: uma pessoa dançava por vez, acompanhada por palmas, cavaquinho, pandeiro, violão e até instrumentos de sopro. Mas existia também o samba corrido onde todo mundo sambava e cantava. Este samba no período do carnaval era levado as ruas em passeatas que atraiam foliões representando pastores em roupas de cores vivas e outros personagens que lutavam contra a figura principal que dava nome ao rancho. Um exemplo interessante é o Grupo de Caxangá que saía por diversão durante o carnaval, com os integrantes fantasiados de nordestinos, comandados pela flauta de Pixinguinha. Do fim da Primeira Guerra Mundial a 1927, o samba estabeleceu suas raízes e se profissionalizou. As gravações deste período marcam o fim das gravações mecânicas e o advento do sistema elétrico – guardam entre eles a marca sonora do seu parentesco com os sambas do partido alto dos baianos, que soavam ainda como eco de suas origens rurais no recôncavo.

Foi então preciso que uma nova geração de talentos, já agora saídos das camadas baixas cariocas, igualmente herdeiras de uma tradição local de sambas de roda à base de versos repetidos, fizesse sua contribuição definitiva para a carreira comercial do gênero: o samba batucado e marchado da Estácio.O bairro do Estácio, na zona norte do Rio, foi abrigo desde o início de uma população proletária, com pequenos comércios e atividades artesanais. A proximidade com a zona de prostituição do Mangue, atraía para os seus muitos bares os bambas das zona – os tipos especiais de indivíduos que viviam da exploração do jogo ou das mulheres. Esse tipo de personagem na época ficou conhecido como malandro. E não demorou muito para que os malandros se reunissem para organizar um bloco, que se tornou um sucesso. Surgia o embrião da primeira escola de samba em 1927: a “Deixa Falar”. Essa nova forma de samba urbano arquitetado por Ismael Silva e outros – conhecido como samba carioca – afastou-se definitivamente do modelo do partido alto dos baianos, quando foi introduzido o surdo de marcação por Alcebíades Barcelos. De fato, o som desse tambor empurrava o samba para frente e o deixava mais solto pelas ruas, mas, ao mesmo tempo por oposição ao movimento do partido alto (que neste ponto se aproximava do maxixe), havia o risco de simplificação ao nível de marcha ao acelerar o ritmo. Tal diferença ficaria representada na discussão travada na década de 60 entre Donga, o filho de baiana que marcou o partido alto em 1916, e Ismael Silva, carioca, pioneiro dos sambas do Estácio. Bate boca e debates a parte, ambos tiveram uma participação decisiva nos moldes do carnaval e sambas modernos. Para saber mais sobre a “Deixa Falar” – primeira escola de samba do Brasil, acesse o blog Farofa Apimentada.



Download Ismael Silva:


Foto retirada deste link

Links retirados dos excelentes blogs: Um que tenha e Receita de Samba

Fontes:
Escolas de samba – O que, quem, como, onde e por que – Sérgio Cabral
História Social da Música Popular Brasileira - José Ramos Tinhorão

terça-feira, 1 de março de 2011

Renato Teixeira & Pena Branca e Xavantinho

Esse é sem dúvida um dos álbuns mais bonitos da música brasileira. Gravado ao vivo na pacata Tatui, cidade do interior paulista, este disco contém preciosidades da música caipira. A gravação é de 1992, sete anos antes da morte de Xavantinho. Seu irmão Pena Branca, ainda seguiu carreira mas infelizmente faleceu ano passado pondo fim à anos de sucesso. A dupla fez shows nos Estados Unidos e em carreira solo, Pena Branca ganhou um Grammy Latino. Nos resta ainda Renato Teixeira, que continua nos proporcionando boa música como no recente trabalho com Sérgio Reis, mas este fica pra depois.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sharon Jones & Dap Kings

O som de Sharon Jones and the Dap-Kings soa setentista por ela manter suas raízes: a cantora não teve oportunidade na época de emplacar - só foi reconhecida a partir de 2002, e também por que os timbres de sua música remetem aos clássicos dos selos Motown e Stax. Outra explicação é o fato de a banda só usar instrumentos analógicos, gravados todos juntos, ao vivo, e, em fita. A diferença é notória, sonora e ganha profundidade com a voz potente de Sharon, que resgata a pureza perdida da soul music e do funk.  

Sorte nossa, fãs do bom e velho funk/soul, afinal, Sharon só despontou após um empurrão involuntário de Amy Winehouse. Explico: após ouvir discos de Jones, o produtor de Amy foi até Nova York e contratou os Dap-Kings, para tocar no disco "Back to Black", lançado em 2006 por Winehouse. Depois do sucesso do álbum, muita gente foi atrás dos responsáveis daquela sonoridade e Sharon foi descoberta. Antes disso a cantora americana de 54 anos, foi carcereira e segurança em um carro forte. Em ambos trabalhos ela andava armada.

A virada em sua vida ocorreu quando seu marido – que tocava saxofone no Dap-Kings – a indicou para uma vaga de backing vocal com mais duas mulheres. Mas logo de cara a voz de Sharon, conquistou o microfone à frente do grupo, registrando verdadeiras pérolas que além de compartilhadas aqui, nós poderemos conferir ao vivo. Sharon Jones and the Dap-Kings, se apresenta gratuitamente dia 12 de junho, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.


Discografia de Sharon Jones and the Dap-Kings:




"I Learned The Hard Way" (2010)

Links retirados da comunidade "funk downloads" em http://www.orkut.com/

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dave Brubeck Quartet

"Time Out", é o mais famoso álbum do grupo "The Dave Brubeck Quartet", lançado em 1959. O clássico caracteriza-se pelo pioneirismo no uso de compassos inusitados no jazz, como a valsa, o 5/4 (usado no sucesso "Take Five") e o 9/8 (na famosa "Blue Rondo a la Turk"). Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame e embora tivesse a intenção de ser experimental, recebeu avaliações negativas pela crítica na época de seu lançamento. Mas o tempo mostrou sua qualidade e o disco tornou-se um dos mais conhecidos e vendidos álbuns de jazz, chegando ao número dois na lista dos álbuns pop da revista norte americana Billboard. 

Origem: Wikipédia

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Disco retirado da comunidade Jazz downloads em www.orkut.com

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