Gaitista e vocalista nascido em Chicago, Paul Butterfield (1942 –1987) , fundou a The Paul Butterfield Blues Band no início dos anos 60, junto com Jerome Arnold, Sam Lay e em seguida Michael Bloomfield. A banda tocou no festival original de Woodstock, mas sua apresentação não saiu no filme. Algumas formações depois nos anos 70, Butterfield seguiu em carreira solo. E também tocou sua gaita em álbuns de Jimi Hendrix, Muddy Waters e Bonnie Raitt. Aqui está o seu quinto disco, de 1967 "The Resurrection Of Pigboy Crabshaw" . Atentem para a belíssima versão de "Born Under a Bad Sign".
Son House nasceu em 1902 e foi um influente bluesman. Nasceu no berço do blues em Riverton, Mississippi. House gravou para a Paramount Records em 1930, e para Alan Lomax da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos no início da década de 1940. Ele fez poucas aparições públicas até a repopularização do blues e country na década de 1960, quando foi "redescoberto".
A partir de então, excursionou pelos Estados Unidos e pela Europa, e realizou novas gravações pela gravadora CBS. Ele tocou junto com Charley Patton, Willie Brown, Robert Johnson, "Fiddlin'" Joe Martin, e Leroy Williams. Assim como Mississippi John Hurt, ele foi bem recebido na cena musical da década de 1960 e tocou no Newport Folk Festival em 1964.
Ao contrário de alguns guitarristas das décadas de 1920 e 1930, House não era um virtuoso, e não há nada de impressionante em sua técnica, compensando num estilo poderoso e inovador, com ritmos fortes e repetitivos, muitas vezes usando o slide. Sua música era dançante, feita para ser tocada em ambientes barulhentos como bares e salões de dança. House foi uma importante influência para Muddy Waters e Robert Johnson, que levariam sua música a novos horizontes.
Foi House que, conversando com jovens admiradores de blues na década de 1960, espalhou o boato de que Johnson havia vendido sua alma ao diabo em troca da proeza de tocar e compôr bem. Mais recentemente, House influenciou bandas de rock como o White Stripes, que gravou uma versão de sua música Death Letter no álbum De Stijl.
House teve diversos problemas de saúde a partir do final da década de 1960. Ele parou de se apresentar no início da década de 1970 e morreu em Michigan, em 1988.
Não é exagero dizer que Robert Johnson eternizou o blues e o levou a outro patamar. Tendo gravado apenas 29 músicas no total de 41 faixas, em apenas duas sessões de estúdio e uma música (Kind Hearted Woman) em uma apresentação de rádio, nos anos de 1936 e 1937, Johnson é responsável pela definição do som que seria uma das raízes para a criação do blues moderno e do rock and roll.
Robert morreu em 1938 após beber whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar.
A morte de Johnson é recheada de grandes histórias. A mais popular sugere que Robert vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca de tocar com mais habilidade e categoria.
Oito meses antes, Robert Johnson tentava mostrar a Son House - um bluesman já reconhecido na época - suas habilidades, mas foi humilhado por Son. Depois deste dia Johnson ficou decepcionado e sumiu por algum tempo, retornando meses depois com varias músicas fantásticas. Aí tem início a lenda de que Robert Johnson teria feito um pacto com o diabo para tocar o Blues como tocava.
Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido ao jeito diferente de Robert tocar, que modificou o estilo de execução, empregando mais técnica, riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Outro fato que relacionou Jonhson com o diabo são às letras de algumas de suas músicas, como "Crossroads Blues" e "Me and The Devil Blues".
Suas músicas foram regravadas por muitos artistas e continuam sendo interpretadas e adaptadas por nomes como Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Stevie Ray Vaughan, Red Hot Chili Peppers, White Stripes, etc.
Quem escuta Robert pela primeira vez, pode se desapontar ao conhecer o seu trabalho, pois o estilo peculiar do Delta Blues e o padrão técnico das gravações de sua época estão muito distantes dos padrões estéticos e técnicos atuais.
Para quem não conhece, os vídeos acima com Robert Johnson e Eric Clapton merecem alguns minutos de atenção.
A frase de Martin Scorcese define com propriedade a lenda de Johnson: "The thing about Robert Johnson was that he only existed on his records. He was pure legend."
O vídeo acima é uma interpretação da música de Blind Willie Johnson, "Trouble Soon Be over", especialmente gravada pelo diretor Wim Wenders no filme "A alma de um homem". A gravação faz parte de uma série de oito filmes produzidos por Martin Scorcese chamada "The Blues"
"Blind" Willie Johnson (1897-1945) era um músico cuja a música ultrapassou a barreira do blues e gospel. Entre músicos, ele é considerado um dos maiores artistas de guitarra slide que já viveram.
Willie Johnson não nasceu cego, e apesar de não se saber ao certo como ele perdeu a visão, a história conta que aos sete anos seu pai bateu em sua madrasta após ter descoberto que ela o estava traindo com outro homem. A madrasta então pegou uma garrafa com ácido e atirou, não no seu pai, mas sim no rosto do jovem Willie.
Ainda muito novo ele ganhou uma guitarra de doze cordas e seu pai passou a frequentemente deixá-lo numa esquina para ganhar dinheiro. Foi assim que ele aperfeiçou sua técnica.
Entre 1927 e 1930, Willie fez 30 gravações comerciais para a Columbia. Em quatorze das suas gravações ele é acompanhado por Willie B. Harris ou por uma cantora nunca identificada.
Já foi regravado por Bob Dylan, Eric Clapton, Ry Cooder entre outros. Fica abaixo o link para quem quiser baixar: